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Aprenda como melhorar sua autoestima

17 minutos para ler

Você está feliz com quem você é tanto por dentro quanto por fora? Se a sua resposta foi “sim”, meus parabéns! Isso significa que a sua autoestima está elevada. Por outro lado, não fique chateado caso a sua resposta tenha sido “não”. Infelizmente, a verdade é que muitas pessoas não têm uma boa autoestima.

A boa autoestima vai muito além de ter um corpo dentro dos padrões de beleza, por exemplo. Existem várias mulheres belíssimas, inclusive atrizes e modelos, que não estão satisfeitas consigo mesmas. Por ser um assunto tão complexo, decidimos criar um artigo dedicado totalmente a esse assunto.

Neste post, mostraremos como melhorar sua autoestima e explicaremos mais detalhadamente o que esse termo significa. Quer saber mais? Então acompanhe a leitura!

O que é autoestima?

O dicionário de Oxford fornece a seguinte definição para autoestima: “qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”. De acordo com Morris Rosenberg, um pioneiro no estudo da autoestima, é possível defini-la como “um conjunto de sentimentos e pensamentos do indivíduo sobre seu próprio valor, competência e adequação, que se reflete em uma atitude positiva ou negativa com relação a si mesmo”.

Portanto, podemos concluir que a autoestima nada mais é do que a forma como nós nos enxergamos e como percebemos o mundo ao nosso redor. Ter uma autoestima boa ou ruim não afeta somente a maneira como olhamos para os nossos atributos físicos, mas também o modo como nos relacionamos com outras pessoas.

Uma pessoa com uma autoestima elevada confia na sua própria capacidade e, por isso, consegue se arriscar mais, defender os seus direitos e impor as suas ideias. Além disso, aceita mais facilmente as mudanças e se adapta melhor às adversidades.

Por outro lado, uma pessoa que não esteja satisfeita com a sua própria aparência sente-se insuficiente, incompetente e sem atributos. A falta de autoestima, também chamada de baixa autoestima, pode ser um dos sintomas de problemas mais graves, como depressão e síndrome do pânico — mas isso não significa que todas as pessoas com baixa autoestima sofrem de algum transtorno mental.

As sensações de não pertencimento e de inutilidade fazem com que essas pessoas percam muitas oportunidades em suas vidas. Você provavelmente já deve ter conhecido alguém que recusou um emprego ou deixou de se relacionar romanticamente com alguém por não achar que merecia tais recompensas.

Os sentimentos ruins provenientes da falta de autoestima não são fáceis de serem afastados, dado que toda essa negatividade, geralmente, é construída ao longo da vida de quem sofre desse mal. Melhorar a autoestima é um afazer diário de autocuidado e, na maioria das vezes, também é preciso procurar a ajuda de um psicólogo.

Quais são os pilares da autoestima?

A autoestima se baseia em quatro pilares principais. Conhecer esses pilares pode ajudar a traçar estratégias para desenvolver o amor-próprio. Veja mais detalhes, a seguir.

Autoaceitação

Trata-se de adoção de uma postura mais positiva e gentil com relação a si mesmo. Muitas vezes, somos nós os nossos piores inimigos. A autoaceitação propõe que o indivíduo deve se respeitar e entender suas limitações, de modo a sentir-se em casa dentro do seu próprio corpo.

Autoconfiança

Refere-se à forma de comportamento, principalmente diante de terceiros. É preciso acreditar em suas próprias capacidades e competências, caso contrário, os outros duvidarão de você o tempo todo. Pare de evitar assumir riscos, e prove a si mesmo que você é, sim, capaz de fazer coisas incríveis.

Competência social

A competência social está relacionada à capacidade de fazer contatos. Isso inclui saber se comportar em um ambiente social, respeitar o grau de intimidade que você tem com os outros, ter relações flexíveis que não sejam necessariamente afetivas, perceber como os seus atos influenciam o ambiente ao seu redor, e sentir-se apto a resolver conflitos sociais.

Rede social

Ao contrário do tópico acima, a rede social inclui relações afetivas com parceiros, família e amigos. A rede social nada mais é do que estar ligado a relacionamentos construtivos. O ser humano é um ser social. Isso significa que, por mais independente que se seja, ninguém é capaz de viver sozinho.

Quais os benefícios de ter uma autoestima elevada?

No tópico anterior, falamos brevemente sobre como uma boa autoestima influencia de forma positiva a vida de cada um. Muitas pessoas pensam que é normal estar insatisfeito consigo mesmo, mas não é!

Veja, a seguir, uma explicação mais detalhada sobre os benefícios de uma autoestima elevada.

Acreditar que se é capaz

É um comportamento típico de pessoas com baixa autoestima não correr atrás de seus sonhos e deixar boas oportunidades passarem. Sendo assim, podemos concluir que a autoestima é um fator que influencia diretamente nos sucessos e fracassos pessoais. Afinal, quem não confia no seu potencial não tem forças para ir atrás de seus objetivos.

Pessoas confiantes não têm medo de assumir riscos, uma vez que enxergam a vida por meio de uma perspectiva mais otimista. Já as pessoas com baixa autoestima não se arriscam porque têm medo de falhar em suas empreitadas, sentindo, pois, como se esse fracasso momentâneo fosse a comprovação da sua incompetência. Quem não sai da sua zona de conforto não evolui como pessoa ou como profissional.

Enxergar a vida com mais leveza

Você já deixou de vestir uma roupa por receio de ser julgado pelos outros? Ou viu um grupo de pessoas conversando e achou que elas estavam falando sobre você? Quem consegue atingir um nível elevado de autoestima costuma não se preocupar com esse tipo de situação.

Ser confiante é diferente de ser iludido ou alienado. As pessoas com autoestima elevada têm problemas, mas dão conta de enxergá-los com mais positividade e menos preocupação. Além disso, conseguem transformar as dificuldades em momentos de aprendizado.

Adquirir habilidades sociais

A autoestima tem relação direta com a capacidade de socialização, assim como a timidez geralmente está atrelada à baixa autoestima e à falta de confiança. A forma como os outros o enxergam também depende muito do seu amor-próprio.

Se você não dá valor à sua própria imagem e não respeita as suas vontades, dificilmente os outros terão essa consideração. Você vai perceber que, após trabalhar e melhorar a sua autoestima, ficará mais fácil fazer novas amizades e participar de eventos sociais.

Passar a aceitar o próprio corpo

Você não precisa amar cada detalhe do seu corpo, no entanto, é preciso aceitá-lo e respeitá-lo acima de tudo. Um dos fatores que mais contribuem para a falta de autoestima, certamente, é a insegurança com a aparência, e os problemas psicológicos vêm logo em seguida.

Até mesmo as pessoas com autoestima elevada têm recaídas. É totalmente normal estar um pouco insatisfeito com seu corpo ou sentir-se inseguro com a sua imagem uma vez ou outra. Essa situação só se torna um problema caso aconteça com frequência.

Quando você passa a pensar em si mesmo de forma mais positiva, a opinião dos outros e o padrão de beleza imposto pela sociedade deixam de importar tanto. Logo, se você tem desejo de ser o tipo de pessoa que veste o que quer, come o que tem vontade e faz o que bem entender sem se importar com julgamentos, comece a trabalhar a sua autoestima!

Como melhorar sua autoestima?

O amor-próprio não é algo que pode ser conquistado da noite para o dia. Como dissemos, a baixa autoestima é consequência de sentimentos ruins sobre nós mesmos, os quais foram nutridos ao longo de toda uma vida. Logicamente, mudar essa percepção não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível.

Existem muitas formas de estabelecer uma relação saudável com quem somos. Vale ressaltar que o autocuidado é algo que deve ser praticado continuamente, visto que ainda não exista um remédio instantâneo para curar a baixa autoestima. Então, veja a seguir várias dicas sobre como aumentá-la.

Pratique o autoconhecimento

O autoconhecimento é uma das habilidades mais importantes, tanto para a jornada pessoal quanto para o sucesso profissional. Esse termo é utilizado para caracterizar o processo de identificação de padrões de pensamentos e hábitos pessoais — cada pessoa tem um padrão comportamental, por exemplo: durante discussões, enquanto uns deixam a outra pessoa falando sozinha, outros choram, e há, ainda, quem fomente as brigas.

A partir do momento em que você conseguir identificar qual é o seu padrão de comportamento, ficará mais fácil encontrar soluções para aperfeiçoar suas respostas comportamentais e suas tomadas de decisão. No que diz respeito à autoestima, o indivíduo que se conhece sabe quais são as suas limitações, os seus pontos fortes e os seus gatilhos emocionais, de modo que aprende a valorizar suas qualidades e a trabalhar seus pontos fracos.

Reconheça as suas falhas, escute mais as críticas construtivas que pessoas queridas têm a fazer sobre a sua personalidade, pratique meditação e faça um diário, por exemplo. Tudo isso ajuda a progredir na jornada do autoconhecimento.

Pare de se comparar com os outros

É quase impossível não se comparar com o outro, afinal, vivemos em um mundo baseado na competitividade. Estamos sempre tentando ser melhores que as pessoas ao nosso redor, como se o nosso sucesso, tanto profissional quanto pessoal, dependesse disso. Quando enxergamos a vida como uma constante competição, ficamos decepcionados e frustrados mais facilmente.

Você não precisa ser o melhor o tempo todo. Cada ser é único e nenhuma trajetória é igual à outra, portanto, pare de julgar a sua vida baseando-se nas conquistas dos outros. Fazer comparações é uma mania que se tornou habitual pela repetição. Podemos dizer que fazer comparações é como roer unha: é algo que fazemos sem perceber.

Não é fácil parar, porém, se você realmente quer deixar essa mania de lado, comece a se monitorar. Perceba quando a sua cabeça começar a arquitetar comparações e mude o seu foco para outro assunto. Aceite que, por mais que você admire alguém, você jamais será igual a essa pessoa. Quanto mais cedo você aceitar esse fato, mais rápido você deixará de sofrer.

Defina metas possíveis para a sua vida

Definir pequenas metas é um ótimo recurso para melhorar a autoestima, visto que, quando essas metas são alcançadas, tem-se a sensação de realização. Além disso, também sentimos que estamos retomando o controle das nossas vidas. Essas metas podem se basear em atividades do dia a dia, como ir ao mercado, completar uma rotina de exercícios, terminar um projeto do trabalho, entre outras.

Quem é que nunca se sentiu mal por ficar adiando tarefas simples? A procrastinação leva a sentimentos ruins, portanto, cumpra todas as suas tarefas diárias — você certamente se sentirá útil e muito mais aliviado ao perceber que passou o dia realizando atividades importantes. E lembre-se, é claro, de comemorar as suas pequenas vitórias. Conseguiu arrumar um tempinho para levar o cachorro para passear? Festeje como se você tivesse sido promovido no seu trabalho!

Pratique exercícios físicos

Os exercícios físicos causam reações poderosíssimas no nosso organismo, por isso, ele é sempre citado em dicas de saúde e bem-estar. Deseja dormir melhor, prevenir doenças cardiovasculares, controlar a diabetes e a hipertensão, e fortalecer a imunidade? Faça exercícios físicos.

Você deve estar se perguntando qual é a relação dos exercícios com a melhora da autoestima. Primeiramente, vamos falar sobre o que acontece dentro do seu organismo. Durante a prática de atividades físicas, o corpo libera vários hormônios importantes. Falaremos especialmente sobre dois deles: a endorfina e a serotonina.

A endorfina, também conhecida como o analgésico natural do corpo, é capaz de aliviar dores e reduzir a sensação de ansiedade. Essa substância é a responsável por provocar a sensação de bem-estar e de relaxamento após a prática de exercícios físicos.

Já a serotonina é conhecida como o hormônio da felicidade. Ela é liberada quando praticamos atividades prazerosas, como comer um pedaço de chocolate. Ela auxilia na estabilidade emocional, combatendo os sentimentos depressivos, e ajuda a melhorar o humor.

Como dissemos, a baixa autoestima muitas vezes está associada a casos de depressão e ansiedade. O aumento na produção dos hormônios serotonina e endorfina pode ajudar a fazer com que pessoas depressivas e ansiosas sintam-se mentalmente melhores.

Além dos benefícios psicológicos, precisamos citar os fatores físicos. Além de ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares, os exercícios físicos estabilizam os níveis de açúcar no sangue, otimizam o metabolismo, eliminam as gorduras viscerais, fortalecem os músculos, combatem as dores no corpo e ajudam a perder peso.

Sabemos que muitas pessoas sofrem de baixa autoestima justamente por não se sentirem felizes com seu corpo. Nesse caso, os exercícios físicos podem ajudar. Se você não consegue deixar de se importar com o seu peso e deseja muito mudar o seu corpo, em vez de partir para as intervenções cirúrgicas, tente primeiro se exercitar.

Seja mais compassivo com seus erros

Entenda que ninguém acerta o tempo todo e tente ser menos duro consigo mesmo. Se nós conseguimos perdoar até mesmo o erro dos outros, por que não perdoar os nossos erros? Não deixe que os seus fracassos sejam a razão para que você desanime ou desista de seus objetivos.

O amor-próprio também faz parte da autoestima. Seja mais gentil com a pessoa mais importante da sua vida: você mesmo. Em vez de martirizar-se por ter errado, aprenda com seus erros e faça diferente da próxima vez. Temos certeza de que você vai evoluir muito mais aceitando os seus erros do que se culpando.

Invista na sua carreira

Muitas pessoas não se sentem realizadas profissionalmente e se comparam em demasia com seus colegas de trabalho. Se esse é o seu caso, então invista em sua formação profissional. Adquirir novos conhecimentos também é um meio de melhorar a confiança em si próprio, pois quando nos tornamos muito bons no que fazemos, as pessoas passam a nos enxergar com respeito.

Nunca é tarde para voltar a estudar. Caso você não tenha tempo ou dinheiro para fazer outra faculdade ou uma pós-graduação, aprenda uma nova língua, faça treinamentos dentro da sua área de atuação, participe de palestras, enfim, tente aprimorar o seu currículo de alguma forma.

Pare de buscar a perfeição

O perfeccionismo é uma das atitudes mais destrutivas que nós podemos tomar. Embora todos estejam suscetíveis a erros, o medo de errar faz com que algumas pessoas fiquem paralisadas e infelizes. Se você tem esse receio, você não produz e, consequentemente, se sentirá incapaz — esse é um ciclo vicioso.

É preciso internalizar o conceito de que o bom é o suficiente e que o perfeito não existe. É claro que é possível superar-se, mas há momentos em que um serviço bom, e até mesmo um mediano, é tudo o que você pode oferecer no momento.

Cuide da sua aparência

Cuidar da aparência também é uma forma de autocuidado e de amor-próprio. Devido à tristeza, muitas pessoas perdem a vontade de se cuidar. Há quem sequer sinta ânimo para pentear os cabelos e escovar os dentes pela manhã. Portanto, se você não tem dado tanta atenção a si mesmo ultimamente, invista em produtos para cuidar da sua pele, dos seus cabelos, das suas unhas e muito mais. Reserve um dia da sua semana para fazer um dia de spa.

Quando você for passar hidratante no corpo, tente se olhar no espelho enquanto massageia a sua pele. Perceba cada detalhe que faz de você uma pessoa única e tente olhar para os seus “defeitos” com mais carinho. O mesmo processo servirá para quando você for se maquiar. Use maquiagem para ressaltar a sua beleza em vez de tentar esconder as supostas imperfeições do seu rosto.

Além de usar cosméticos que cuidam de sua aparência de fora para dentro, invista em produtos que gerem benefícios de dentro para fora, como os suplementos. Muito se engana quem acha que a suplementação é importante apenas para quem tem anemia ou algum outro problema de saúde. Ao consumir os produtos certos, você conseguirá melhorar o aspecto dos seus cabelos, rejuvenescer a sua pele e fortalecer as suas unhas.

Fique perto de pessoas que gostem de você

Desfaça-se de relacionamentos — amizades, laços familiares ou relações românticas — nos quais as pessoas só saibam julgar. Uma pessoa com baixa autoestima costuma absorver tudo o que dizem sobre ela, até mesmo o que não é verdade. Como se sentir bem e satisfeito consigo mesmo, se as pessoas ao seu redor só sabem criticar o que você é?

Analise se há alguém que faz você se sentir mal e corte o vínculo. Relacionamentos tóxicos podem acabar com a autoestima de qualquer um, até mesmo da pessoa mais bonita e bem-sucedida do mundo. Procure por novas amizades e valorize as pessoas que realmente gostam de você e apoiam a sua jornada.

Conte com a ajuda de um terapeuta

Caso o seu problema com baixa autoestima esteja tão grave a ponto de causar pensamentos negativos constantes, procure a ajuda de um profissional. Todas as dicas citadas são, sim, muito eficazes para a melhora da autoestima. No entanto, existem casos em que o problema não é a sua aparência, mas o que acontece dentro da sua cabeça.

Um dos maiores ícones da moda atual, a modelo Cara Delevingne, já falou abertamente sobre seus problemas com autoaceitação e depressão. Mas como uma das modelos mais requisitadas do mundo pode sofrer com autoestima baixa?

A falta de autoestima diz muito mais sobre a forma como você enxerga a si mesmo do que sobre o que você realmente é. De nada adianta ser considerada uma pessoa bonita pelos outros se ela mesma não enxerga essa beleza. Por isso, não existe método melhor de cuidar da autoestima do que fazer um acompanhamento terapêutico com um psicólogo.

Agora que você já sabe como melhorar sua autoestima, basta colocar as nossas dicas em prática. Precisamos ressaltar, mais uma vez, que não é um processo fácil, tampouco rápido. Com o decorrer do tempo, você vai começar a perceber quais as técnicas que mais ajudam a cuidar da autoestima. Lembre-se de que cultivar o autocuidado e o amor-próprio é uma prática para toda a vida, portanto, jamais deixe de desenvolver exercícios para fortalecê-la.

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